Saturday, November 06, 2010

Mudando de assunto...

EU PASSEI NO MESTRADO!!! UHUU

Uma resposta nordestina

Uma onda de xenofobia explodiu no Brasil após o resultado das eleições. Onda preconceituosa  esta que existe há algumas décadas e andava meio camuflada pela hipocrisia que reina em nosso país. É realmente uma pena que a explosão tenha vindo de jovens cidadãos. Derruba todas as minhas esperanças de que as coisas pudessem melhorar no futuro. A coisa mais triste que existe neste país é essa ridícula separação entre norte (norte/nordeste) e sul (centro-oeste, sul e sudeste). Separação esta que só existe na cabeça de quem vive na parte de baixo no mapa. Eu não cresci fazendo essa diferença. Nunca me ensinaram aqui no Ceará a dividir. Nunca ouvi na escola, nos parques, nas praias, nas reuniões com os amigos ou nas reuniões de família essa divisão grotesca de norte/sul. É tão ridícula! Na escola, eu aprendi sim as diferenças das divisões geográficas brasileiras, quais tipos de rios, plantas, povos e economia existem nas 5 regiões. Aprendi na escola que somos um país continental e que vale a pena essa diversidade. Nas aulas de história, aprendi que Vicente Pinzon desceu aqui no Ceará primeiro e nem por isso ensinaram a gente  a odiar a historia tradicional por isso. Ainda nas aulas de história, descobri que o Ceará é a Terra da Luz exatamente porque fomos os primeiros a abolir os escravos e nem por isso nos vangloriamos.Talvez essa educação que eu tive não deixe eu compreender porque existem pessoas que dividem o país em dois. Eu vivo no Brasil e não aqui em cima. Eu nunca entendi porque precisei aprender a responder à altura as piadinhas de alguns turistas desavisados. "Vocês moram longe", disse um turista carioca. Eu respeitosamente respondi: "Do meu ponto de vista, vocês moram longe. A distância é a mesma, meu irmão". Eu nunca compreendi porque me sentia acuada nas visitas a outros estados brasileiros fora do eixo norte-nordeste. Eu precisava ouvir as perguntas do tipo: Lá tem carro ou vocês andam de carroça? E eu precisava responder: Pois é. Não só temos carro como temos a maior frota no Brasil de carros importados por habitante. Para que isto? Eu nunca érguntei para um amigo paulista se ele vivia com máscaras de oxigênio por conta da conhecida poluição. Mas sabe porque? Porque isso realmente não me importa! Tanto faz se meu conhecido de SP usa máscara e se a máscara é colorida. O que me importa é saber como ele está. Alguém anda propagando preconceito, discriminação e maldade em alguns estados brasileiros e isso é realmente uma pena. Até porque é perda de tempo. No final, as minhocas comerão meu corpo da mesma forma que comerão os corpos de todos os outros. Virarei cinza e vocês também!  Sabe o que é uma pena? Morarmos no país da hipocrisia com IDH vergonhoso. E olhem que não morrem de fome somente os nordestinos, hein? Essa pseudodivisão é até ridícula. Não existe região tal do país desenvolvida enquanto a região tal do país é subdesenvolvida.  Existe um país subdesenvolvido que ainda por cima tem habitantes burros. Não! Os burros são inteligentes e sabem aonde o calo aperta. Somos um país de ignorantes políticos. Quem reclama muito de presidente, governador e prefeito geralmente nem sabe em quem votou para vereador, deputado, senador. E eu que sou ignorante! Mas sabe o que é? É que enquanto algumas daquelas mocinhas preconceituosas do twitter estavam passando horas com alisante no cabelo para ver se esconde suas heranças afro, o nordestino burro estava aprendendo que se não mudar congresso não muda nada. Aí, enquanto aqueles rapazes que estavam preocupados em pegar as cachorras no baile durante o feriadão, os nordestinos burros estavam votando contra o fim da oligarquia psdebista no Ceará. Sabe o que é? É que enquanto vocês, grandes escritores, estavam votando no Romário, titirica e cia, eu estava acompanhando as decisões do Supremo contra a eleição de fichas-sujas do meu estado. Pois é. Enquanto vocês se preocupavam com as unhas dos dedos calejados dos nordestinos, a gente estava usando nossas mãos calejadas para voltar ao trabalho. Sabe porque? Porque o Brasil não para! E nós, os das mãos sujas e calejadas, precisavamos trabalhar euquanto vocês twittavam suas verdades. Agora... Quem mesmo sustenta o país, hein? Xii.. Acho que alguém faltou a aula de geografia econõmica para passar no barzinho pra colocar as ultimas notícias da vida do tal Justin B... [sei lá como se chama aquele analfabeto funcional] em dia. Enquanto vocês estava preocupados se havia ou não uma bolinha de papel, a gente estava preocupado com as mudanças sociais no Brasil ao eleger uma mulher presidente. Desculpa, irmãos, mas assim é a vida. Enquanto nós trabalhamos, pensamos e ainda tem tempo para uma agua de coco,  não temos tempo para reproduzir preconceitos. Bom.. Agora que vocês sabem quem realmente sustenta este país ideal-politica-e-esconomicamente, acho até bom vocês pensarem 2x antes de quererem o tal muro. Ah, Mayara! Nós não morreremos afogados porque não invadimos nossos rios e mares, tá? Desculpa, mas você precisará ler mais um tantim também. E se quiser vir aqui no Nordeste esquecer o processo que você responderá por xenofobia, fique a vontade! Não temos carecas que matam à toa! Todos aqui são bem-vindos!
Eu imagino o quanto para alguns de vocês seja ruim a leitura de um texto como esse por falar algumas coisas sobre suas regiões e seu povo. Então, vamos parar com essa asneira de dividir o Brasil em Norte e Sul, de chamar cearense de cabeça chata, de chamar nordestino de paraíba ou mesmo de achar que Sul e Sudeste vivem sem o restante do país. Vamos finalmente compreender que não somos tão diferentes assim a ponto de formar 2 países. Vamos compreender que raiva, ódio, rancor e mágua são combustíveis para a violência e violência nunca é bom. Vamos perceber que a diversidade é que faz nosso país ser o que é. 
Tomara que essa onda passe e que não saiam todos afogados de rancor.
E que as pessoas que cometeram crimes sejam punidas conforme a lei. 
Saudações brasileiras!

Friday, September 24, 2010

Sunday, July 25, 2010

Reinvenção do cotidiano

A reinvenção da vida é necessariamente a morte de um passado, a aceitação de um presente e a construção de novos alicerces para o futuro. Como é complicado esse caminhar espiritual e material! Como é difícil romper as barreiras do ontem e do hoje na construção de um amanhã! Temos feridas, cicatrizes e marcas impagáveis. Temos devaneios, paranóias e incompreensões imprestáveis. Temos preguiça, comodismo e inaceitação indestrutíveis. O que não sabemos é que esses obstáculos impagáveis, imprestáveis e indestrutíveis são construidos e reforçados por nós mesmos na medida em que teimamos em cutucar feridas, mostrar cicatrizes e marcas, alimentar devaneios, paraóias e incompreensões e fortalecermos a preguiça, o comodismo e a inaceitação de tudo. Esquecemos durante toda uma vida que nós somos os maiores responsáveis pela nossa felicidade e infelicidade. Que nós mesmos construímos e destruímos nossos sonhos. Que nós mesmo somos nossos donos e nossos destinos. Então... O que falta para esquecer de esquecer? Talvez falte o amor próprio capaz de nos manter ligados nas nossas próprias idéias e atitudes. Esse amor proprio pode modificar o caminho e nos levar para altos desafios e maravilhosas realizações. 
Que tal começarmos a alimentar o grande desejo de sermos felizes?

Monday, July 05, 2010

Caro anjo da guarda,

Eu acho que tenho chama para gente doida. Lembra daquele convite para escrever e realizar um projeto social numa ONG? Pois bem. Canoa furada.
A professora mal sabe explicar o que diabos a ONG faz.
As colegas que se prontificaram a participar nunca tem tempo para visitar o lugar e ainda acham que podem fazer um projeto legal.
E eu ainda escuto as pessoas dizerem que, na era da informação, não precisa reunião de grupo. É só realizar conferências!
Às vezes me pergunto se faço parte deste mundo. Como alguém pode acreditar que um projeto social pode ser feito online? Como alguém pode decidir que um projeto social não precisa ser baseado em visitas à comunidade? Como alguém ainda pode acreditar que a tecnologia substitui o olhar das pessoas? Quem sou eu para criticar as politicas publicas implementadas de cima pra baixo se não tenho a capacidade de compreender que também imponho coisas a quem acho que vou ajudar?
Eu simplesmente me recuso a me envolver profundamente em uma canoa furada dessas. Acho que o máximo que essas pessoas conseguirão [acho que nem isso conseguirão] é um projeto bem escrito e muito mal adaptado à realidade.
Como se faz na falta de adaptação da realidade? Qual seria o objetivo de um projeto social senão a melhoria da qualidade de vida das pessoas? Como atingir esta meta via e-mail?
Que lógica é essas que as pessoas seguem?
Elas se perdem nos termos bonitos - "interdisciplinaridade", "transdisciplinaridade", "humanização", "acolhimento", "projeto social", "solidariedade" - e nem sabem o que isso significa na prática. Decoram livros. Falam bonito. E continuam na prática de desrespeito para com o outro.
Estou chateada mais uma vez. Decepcionada.
E agora renovo meu desejo de me transformar em mais uma burocrata alienada que não sofre com o sofrimento alheio [a não ser na época da copa do mundo, onde todos choram a própria incapacidade de lidar com o fim de um jogo de futebol].

Saturday, July 03, 2010

Na contramão: "Brasileiros"

Esta série de reportagens sobre a capacidade de doação de brasileiros para trazer consolo aos que mais precisam é uma das mais belas idéias da Rede Globo nos últimos tempos. Alguém por acaso assistiu as maravilhosas histórias contadas às quintas-feiras?
Um homem cearense (meu contarrâneo) que venceu todos os preconceitos, virou um grande bailarino e hoje tem um projeto social que ensina jovens a dançar divinamente. Alguns de seus pupilos já estão percorrendo o caminho profissional da dança e tornaram-se multiplicadores desta grande idéia.
Depois foi mostrada o maravilhoso projeto Fazendo História. Gente, eu queria muito morar em SP só para ficar mais perto desse projeto. Trabalha com a infância desencantada de um país que trata crianças as como idiotas. Crianças abrigadas pelo Estado ganham a chance de contar suas histórias e a refazerem sua auto-imagem perante si mesmas. Desejo que um dia as pessoas possam finalmente compreender que as crianças nos utilizam como espelhos e podem fazer grandes coisas se confiarmos nelas.
A última história contada foi de uma mulher que dá apoio a mulheres grávidas. Uma vontade minha já colocada em prática por alguém que tem coragem suficiente para acreditar nas pessoas. Como seria diferente se pudéssemos ajudar mulheres grávidas a reinventas suas histórias para que passassem a seus filhos uma esperança que poucos conhecem? Chamou a atenção uma jovem mãe de 3 crianças que fora abusada sexualmente pelos "educadores" de um abrigo.

Agora me respondam: Que país é este que transforma cadeiras e abrigos em verdadeiros depósitos de gente?
Dizem que é o fim dos manicômios . Mas... A reforma psiquiátrica em fase de implantação e tudo que vemos é jogarem as pessoas com problemas mentais nas ruas, nas famílias, nos CAPS.. Onde está a defesa da humanidade tão defendida pela nossa maravilhosa Constituição?

Quem resolve isso??

Saudações Brasileiras!

Há quem chame competições esportivas de inúteis, alienadoras e mantedoras da política do pão e do circo.
Entretanto, o que poucos enxergam é a riqueza de material de análise sócio-antropológicas de eventos como, por exemplo, a Copa do Mundo. Como os brasileiros se comportam nos eventos em que valem reconhecimento e fama mundiais? Como torcedores e competidores compreendem um evento desta magnitude?
Reparem nas formas como competidores e tocedores agem em anos de copa do mundo. Reparem como as mídias tratam cada notícia, seja ela boa ou ruim. Reparem como nosso país para em cada jogo. Reparem como nós brasileiros encaramos vitórias e derrotas.
Alguém aí percebeu que um técnico brasileiro precisa ser mais que um técnico de futebol? Ele precisa ter caracteríticas de funcionário de 190 milhões de pessoas. Ele precisa ser pai de uma sociedade inteira. Ele precisa ser o responsável pela alegria nacional. Sem seleção brasileira de futebol, sem hino nacional, bandeira ou cânticos de louvor à pátria. Uma derrota nas quartas de futebol representa depressão, raiva e vontade de apagar a brasilidade das ruas.
A mídia procura culpados. As pessoas procuram explicações.
Alagoas e Pernambuco continuam no caos, na calamidade. Mas a única notícias que importa é: o que acontecerá com Dunga?
Brasileiros passam fome para comprar a bandeira nacional que durará o tempo de participação da seleção na copa. Meus amigos do orkut só falam da demissão ou louvação de Dunga.
Mas o que significa tudo isso? Por que nossas esperanças de reconhecimento e fama mundiais precisam estar atrelados ao circo, não à política? Por que precisamos negar a brasilidade a cada desclasisficação brasileira?
Alguém sabe explicar porque a bandeira nacional voltará para o fundo da gaveta? Ou por que os muros serão lavados de orgulho ferido? Ou porque continuamos sem saber cantar a única música que liga norte e sul, leste e oeste? Porque nosso orgulho não fere nos mensalões? Porque nosso horror não aparece nos casos de pedolifia e maus tratos contra crianças e adolescentes? Por que nosso horror não se manifesta nas notícias de cadeias públicas superlotadas de indivíduos maltratados pela vida e pelo Estado.
Por que nos maltratamos? Por que nos odiamos?
Por que continuamos gostando mais do circo, da piada sem graça e da falta de auto-estima?
Por que não somos brasileiros todos os dias, meses e anos?
Por que o Felipão não aceita o cargo na seleção?
Por que? Por que? Por que?

Tuesday, May 18, 2010

dúvida

Existe uma frase no Evangelho cuja essência foge ao meu entendimento: "Os últimos serão os primeiros".
Quando eu serei a primeira na convocação para o mercado de trabalho?

Tuesday, April 20, 2010

Escrito nas Estrelas

Realidade de vida contada em enredo de novela das 18hs.
Sei que muitos ainda duvidam, mas... Todos queriam muito que nossos Danieis estivessem por perto.
Não se preocupem caros incrédulos, nossos Danieis sempre estão aqui e ali.
No longe mais perto do que o perto pode sequer imaginar.
"Não se preocupe, meu amor, sou eu".

Sem título, só expiração...

É engraçado como tudo muda e nada muda ao mesmo tempo agora, nunca e sempre.
Fuuuú..

Friday, April 02, 2010

Pés cansados

No outro blog, apenas postei a letra da nova música de trabalho da Sandy.
Mas gostaria mesmo era de falar que mesmo cansados de tudo, inclusive de ficar parada, o que importa é a certeza de que haverá onde descansar.
Sempre.

Tuesday, March 16, 2010

Fica aí na sua bolha de ar.

No desespero de uma verdade latente, é preciso compreender a vida como uma grande icógnita. Não tenho problemas em ser quem sou diante de quem me permite isso. Há certamente aqueles que despertam em nós os mais profundos sentimentos de apatia. Hoje dei de cara com uma realidade conhecida e por mim escondida a sete chaves. Como aceitar o outro como ele é se ele nunca será da forma como suportamos que alguém seja? Você ama alguém, mas este alguém não é do tipo que você conviveria muito tempo. Talvez alguém entenda esse sentimento dúbio. Ele é assustador. Estranho.
Mas de cara com a verdade, só resta compreende-la como fato. Para fatos não há argumentos.
Melhor amar de longe do que passar a odiar. Queria perguntar a ela se a gente poderia ser amiga numa distância segura. Numa distância em que as ferruadas não me atingissem. Numa distância que meu amor por ela não morra.
Bom.. Não dá para perguntar. Ferruadas doem e envenenam. Estou me protegendo. 
Fica em mim o desejo de me cuidar.
Tenho bons amigos sem incompatibilidade de gênios [isso existe, gente]. E amo cada um da mesma forma peculiar de sempre.
O importante é que estou crescendo. Mesmo que crescer doa.
Porque crescer liberta.
E amanhã estarei bem.

Monday, March 15, 2010

Thursday, March 11, 2010

Desabafo genuíno

Não basta tempo para escutar. Vontade para ouvir. Precisa-se de ouvidos abertos para enxergar o brilho da alma de um amigo. Poucos têm o dom de ouvir as imagens e ver os ruídos. A paciência diária para um tempo intergaláctico que poucos atingem com perfeição. Será que atingem? Hoje eu sinto saudade de alguém que está aqui comigo mais incapaz de me dar um abraço acalentador. Dói quando você grita aos surdos. Dói quando você ensurdece os loucos. Saudade de ti. De vocês. De todos nós, almas irmãs a rodar pelo mundo divino.

Thursday, February 25, 2010

Pare-o

Nessa corrida da vida, somente nós, cavaleiros, podemos segurar as rédeas.
A escolha do caminho é sempre minha.. sua.. nossa.
E os outros?
Deixe-os. Eles estão bem mais preocupados com os próprios cavalos.

Friday, February 05, 2010

às vezes é

impossível compreender a vida tentando compreendê-la.
disso eu sei bem.

Monday, February 01, 2010

Primavera com cara de outono.

Existem datas que marcam as nossas vidas. Não por suas recorrências, mas por seus significados.

Um dia desses descobri que nem todas datas comemorativas são festejáveis. Hoje talvez seja uma delas.
Ah... Há exatamente 4 anos, eu estava fritando na cama contando os segundos para correr para um avião. Conferi mil vezes a mala. Escolhi de antemão a maquiagem, as roupas, o sapato. Conferi os documentos, o dinheiro e tudo o mais para uma viagem tranquila. Eu nunca senti tanta vontade de entrar em um avião. A viagem era um segredo de família. Para que contar aos outros o que a louca aqui faria, não é mesmo?
Segui.
Era o rumo mais certo que poderia escolher. O mais iluminado. O mais amoroso da minha vida.
Reencontrei meu amor em nosso primeiro encontro.
Não conhecia a palavra medo. Não imaginaria que existiria a palavra morte.
Nunca consegui vê-lo careca, pálido ou com cicatrizes. Eu enxergava um outro homem.. O homem real...
Eu enxergava o meu amor.
São 4 anos... Anos dóidos. Anos alegres. Anos sadios.
São 4 anos com ele. São 4 anos de amor incondicional, como já dizia o dicionário dele de 1989. Tá... Ele nunca compreendeu que amar significava lembrar a data do dicionário preferido do ser amado.
Meu amor sempre foi culto e o dicionário era seu companheiro inseparável. Como não lembraria, meu querido?
Saudade dói, mas não mata.
Há 4 anos eu fui apresentada também às palavras saudade e morte. Mas isso fica para o mês de junho.
Hoje quero falar do significado do amor.
A gente chama de amor aquele que mata a morte e consegue sobreviver à saudade.
Hoje é nosso aniversário, meu bem. Sinto saudade, mas tenho absoluta certeza de que as nossas linhas paralelas se encontrarão no infinito.

Amorzilda escrevendo para Amorzildo

Meu amor, hoje comemoramos mais uma vez o nosso reencontro.
Naquela manhã de quinta-feira, nunca imaginaríamos os caminhos tortuosos por onde precisamos passar. A saudade e a morte nunca te afastaram de mim. Teu beijo ainda arde em minha boca. Tua doçura alivia o amargo da vida. Teu abraço me acalenta. Porque eu sei que de onde estiveres, estarás orando por mim.
Você foi o maior dos meus desejos e hoje é minha maior saudade. Tua força e tua luta deixaram um legado para mim. Foram minhas heranças e, diria sinceramente, a maior prova de amor que poderia me dar. Obrigada por ensinar o verdadeiro significado da palavra amor. Obrigada por trazer para perto de mim as melhores escolhas. Obrigada pelos banhos de chuva. Por compreender os meus deslizes. Por nunca julgar minhas lágrimas. Obrigada, meu bem, pela vida que me destes. Pelo melhor carnaval da minha vida. Por teu carinho ao meu lado. Pelas mensagens tão lindas. Obrigada, meu menino, pelo sorriso singelo. Pelo olhar amoroso. Pelo teu amor à vida. Obrigada, meu amor, pelas orações silenciosas. Por ter me ensinado tanto . Obrigada pelas andanças intermináveis. E por esta nova vida. Ao teu lado, meu querido, tu me destes o que ninguém talvez me dará. Receba toda a minha eterna gratidão. E até algum dia..
 
Eternamente tua,
Nena.
 
ps. sempre te amarei.

Sunday, January 31, 2010

Fato.

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A vida é frágil. E só o amor é capaz de protegê-la.

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Sunday, January 10, 2010

Para Bruna

Existe uma mocinha emocionando meus dias. Mora longe, talvez nem saiba que existo.
Demonstra toda a força de uma mulher que ama. Torna-se grande diante dos desafios. Deixa escapar sua fragilidade quando se vê acuada. Tem todas as características de uma guerreira. Uma jovem guerreira.
Vejo-a e lembro um pouco de mim. Ela é um pouco mais jovem e mais forte do que eu era. Mas talvez tenhamos saído da mesma fornalha: a do amor.
Estou torcendo para que ela tenha seu sonho realizado e que seu amor fique mais um pouco.
Mas se ele precisar ir, que ela consiga construir seu caminho inspirada nesse amor tão bonito. E descubra que a morte não existe e o reencontro não tardará.
Se cuida, Bruna.