Monday, March 17, 2008

Palavras de Emmanuel





"Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito. Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram. E bastas vezes tudo o que nos resta no mundo íntimo é um veio de lágrimas estanques, sem recursos de evasão pelas fontes dos olhos. Compreendemos, sim, neste Outro Lado da Vida, o suplício dos que vagueiam entre as paredes do lar ou se imobilizam no espaço exíguo de um túmulo, indagando porquê... Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior. Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim à feição de criatura invisível mas não de todo ausente. Os que rumaram para outros caminhos, além das fronteiras que marcam a desencarnação, também lutam e amam, sofrem e se renovam. Enfeita-lhes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranqulizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor. Se te deixas vencer pela angústia, ao recordar-lhes a imagem, sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas. Compadece-te dos entes amados que te precederam na romagem da Grande Renovação. Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus." (Emmanuel)

Thursday, March 06, 2008

Seja Prudente

"Siga tranqüilamente, entre a inquietude e a pressa,
lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem se humilhar,mantenha boas relações com as pessoas.
Fale a sua verdade mansa e claramente e ouça os outros,
mesmo os insensatos e ignorantes,
pois eles têm também sua própria história.
Evite as pessoas escandalosas e agressivas;
elas afligem o nosso espírito.
Se você se comparar com os outros,
você se tornará presunçoso e magoado,
pois sempre haverá alguém superior e alguém inferior a você.
Mas você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui!
E mesmo sem você perceber, a Terra e o Universovão cumprindo o seu destino.
Desfrute de suas realizações, bem como de seus planos.
Mantenha-se interessado em sua carreira, ainda que humilde,
pois ela é um ganho real na fortuna cambiante do tempo.
Tenha cautela nos negócios, pois o mundo estácheio de astúcias;
Mas não se torne um cético, porque a virtudesempre existirá.
Muita gente luta por altos ideais,
e em toda a parte a vida está cheia de heroísmos
Seja você mesmo.
Principalmente não simule afeição,
nem seja descrente do amor, porque mesmo diantede tanta aridez e desencanto,
ele é tão perene quanto a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhose seja compreensivo com os arroubos inovadores da juventude.
Alimente a força do espírito que o protegeráno infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão;
E, a despeito de uma disciplina mais rigorosa,
Seja gentil para consigo mesmo.
Portanto, esteja em paz com Deus, como quer quevocê o conceba.
E quaisquer que sejam os seus problemas, trabalho
se aspirações, na fatigante confusão da vida,
mantenha-se em paz com sua alma.
Apesar de todas as falsidades, fadigas e desencantos,
o mundo ainda é bonito.
Seja prudente! Faça tudo para ser feliz!"

Saturday, March 01, 2008

Amor por Mário Quintana

"Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama!
Era a brasa adormecida que acordava...
E era um revôo sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressurreições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Óh! Meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz a gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!"
(Mario Quintana)