Thursday, December 21, 2006

... Uma piada de Deus...

... Uma piada de Deus...
Essa frase combina comigo... Sou a piada mais sem graça que Deus andou fazendo. Eu seria só isso?No dia em que eu souber realmente quem sou, tudo fará mais sentido. Mas será que terá graça? hehe! Eis uma coisa a se pensar. Como uma boa virginiana, não tenho problemas com pensar... tenho problemas com parar de pensar! hahaha Eu ainda não entendi qual é a graça que teve em tirarem do meu convivio alguém que eu amo tanto. Tinhamos tanto planos... o que faço com eles agora? E não foi ele que me deixou... Ninguem deixou ninguém... Simplesmente eu não posso mais vê-lo, tocá-lo, falar com ele... Simples assim... Todo mundo acha simples... hehehe... Só que esses pobres coitados esquecem que um dia passarão pela mesma separação que vivi... aí eu quero ver se é simples assim...Por isso gosto tanto do Cazuza e do Renato Russo. Eles falam sobre oque eu sinto e penso. E acabaram substituindo a minha terapeuta que não conseguiu arrancar nada de mim, tadinha, e por isso num pôde ajudar muito. Agora preciso busca uns médicos pra dois graves problemas: 1) não enxergo mais o colorido do mundo2) existe um nó na minha garganta que num sai nuncaMe disseram que com o tempo isso passa... O problema é que não encontrei este tempo em farmácia nenhuma... E agora? O que faço?Eu sento e choro! Depois levanto e sorrio! Minha vida é igualzinha ao mar...

Wednesday, December 13, 2006

Quando o amor vacila

"Eu sei que atrás deste universo de aparências
Das diferenças todas
A esperança é preservada
Nas xícaras sujas de ontem
O café de cada manhã é servido
Mas existe uma palavra
Que eu não suporto ouvir
E dela eu não me conformo
Eu acredito em tudo
Mas eu quero você agora
Eu te amo pelas tuas faltas
Pelo teu corpo marcado
Pelas tuas cicatrizes
Pelas tuas loucuras todas
Minha vida
Eu amo as tuas mãos
Mesmo que por causa delas
Eu não saiba
O que fazer das minhas
Amo o teu jogo triste
As tuas roupas sujas
É aqui em casa que eu lavo
Eu amo a tua alegria
Mesmo fora de si
Eu te amo pela tua essência
E até pelo que
Você podia ter sido
Se a maré das circunstâncias
Não tivesse te banhado
Nas águas do equívoco
Eu te amo nas horas infernais
E na vida sem tempo
Quando sozinha, bordo mais
Uma toalha de fim de semana
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas
Eu te amo pelas tuas ilusões
Perdidas e teus sonhos inúteis
Amo teu sistema de vida e de morte
Te amo pelas tuas entradas
Saídas e bandeiras
Eu te amo desde os teus pés
Até o que te escapa
Te amo de alma para alma
E mais que as palavras
Ainda que seja através dela
Que eu me defendo quando eu digo
Que te amo mais que
O silêncio dos momentos difíceis
Quando o próprio amor vacila."

Poesia

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etério, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te;

Roga a Deus que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

-- Luiz de Camões

é...

"Sempre soube que ia acabar no chão e ainda assim me atirei com vendas nos olhos do alto de precipícios. Mas juro,pensei que cair duraria mais... Agora, meus pés quebrados não me deixam ir pra casa e estou cada vez mais coberto de folhas em seu quintal e esquecido. Ah, se eu fosse poeta saberia como me defender... Mas, eu sou só mais uma garota imbecil a se repetir"

Monday, December 04, 2006

Poxa! Tem um monte de erro de português logo abaixo. Mas eu num vou reformular não, ó?
Minha impaciencia tá tão grande que superou o perfeccionismo do meu sol em virgem...

Lá vou eu de novo...

Nossa! Como faz tempo que não escrevo neste diário virtual. Na verdade, faz tempo que não escrevo seja onde for. Meu eterno caderno de lembranças e desabafos ganhos umas gramas de poeira nos ultimos meses. Andei silenciosa por muito tempo.
Não! Não sei o que aconteceu para eu calar. Na verdade, falo tanto que acho que isso pode ser reflexo de um grande grande problema: eu não sei mais quem eu sou... então, como escrever algo sobre mim?
Estava ali tentando dormir. Assisti TV, deitei, rezei, chorei, pensei, reclamei, falei sozinha, abri a porta do quarto pra minha cadelinha e agora vim parar neste bicho chamado "internet" com a eterna esperança maluca de ter noticias de alguém que não acessa mais pela velox ou qualquer outro programa. Acabei parando aqui... tentando desabafar o que eu queria que ele escutasse. Tentando obter (doce ilusão) uma resposta dele do tipo: meu amor, você tem a mim! Inutil esperar isso! Nada vem! NADA.
Porque nada parece mais existir... nem a beleza daquele amor...
Agora eu choro... Grande coisa! Quantas pessoas melhores que eu estão chorando agora? E meritoriamente (acabei de inventar esta palavra) estão recebendo consolo de alguém que a ama incondicionalmente... hehe... Talvez um principe encarnado ou quem sabe desencarnado... Porque o encantado perdeu seu encanto, certamente!
Ando me perguntando o que diabos eu vim fazer neste mundo. Nada de util suponho. Não sei ainda pro que eu sirvo... talvez nunca descobrirei... Aí será mais uma encarnação perdida em meio a incontaveis outras.
Certa vez pensei que tinha importancia. Mas veio a vida e me disse: sua idiota! porque você acha que está aqui neste mundo? pq vc não tem importancia nenhuma! então vai procurar o que fazer em vez de inflamar seu ego. hehe. Bom, estou tentando obedecer desde então, mas acho que essa tal de vida num anda muito fatisfeita comigo não!!!
Pra falar a verdade, sou eu que num sei nada sobre ela, sobre mim, sobre o que aconteceu...
Acho que escolhi o caminho errado... achei que iria superar! kkkkkkkkkk
Nem a pobre da terapeuta conseguiu arrancar de mim 10% do que eu sentia e pensava... aí fiquei com pena (dela ou de mim) e não voltei mais lá.
Não sei se fiz certo! Mas pra lá eu não volto! hahahaha
Agora, queria muito saber o que significa a palavra superar. Aqueles que querem me ajudar, falam que é uma palavra bem interessante pra eu ter no meu vocabulário. Mas eu não sei o que significa. Alguém pode me reponder?
Dizem tb que o sofrimento melhora a gente! kkkkkkkk
Ou eu sou anormal ou eles estão com uma teoria equivocada... Eu tô uma chata, impaciente, irônica, sarcastica... Nem eu me aguento. Por isso dei ferias de mim aos meus queridos amigos. Eles não merecem! Pobre da minha familia que num teve condições de me manter longe! hehe! Bom, carma deles... O pior sou eu que preciso me aguentar até mesmo nos sonhos... que por sinal são outra especie que não entendo.
Seria bom que os cientistas inventassem uma formula para resolver esse negocio de "luto". Já pensou vc tomar uma pilula e nunca mais sentir o eterno nó na garganta?
Mas acho q esse tal nó num sai assim tão facil não... se vc chora, ele num sai... se vc não chora ele piora! hehehe! O problema é que nem chorar eu sei mais.
A gente desaprende muita coisa quando passa por uns aperreios na vida. Eu desaprendi tudo que aprendi quando eu vivenciava um amor. Eu tinha um negocio chamado paciencia, que num sei mais nem o que é... Eu tb tinha uma tal esperança... essa aí? O que é isso mesmo?
Eu desaprendi tb como se ama! Talvez eu aprenda no Aurélio ou no Silveira Bueno. Mas acho mais facil passar a vida inteira nesta vida, mas sem esta vida em mim!
Bom, depois eu volto pra escrever mais aqui. Talvez quando esse nó na garganta parar de doer... PQP isso dói demais! Cadê o analgésico?

Saturday, July 15, 2006

E mais um dia se passou...

Começa mais um dia convivendo com este vazio que machuca minha alma. Não consigo nem explicar o quão o Anderson me faz falta. Nem todas as palavras do mundo fariam com que conseguisse descrever o que sinto. Nem tendo o imenso dicionário do Anderson, datado de 1985 e sempre tão util ao seu dono em suas escritas (por mais informais que fossem) seria capaz de me ajudar na dificil tarefa de tentar fazer com quem alguém um dia me entendesse.Mais uma vez os ditos populares ganham o meu aval: "os sentimentos são pra ser sentidos e não explicados". Sendo assim, estou sozinha nisso tudo. E isso ainda aumenta mais a minha dor. Porque nunca senti solidão perto do meu amado... porque mesmo quando as palavras não bastavam tinhamos um ao outro e isso sempre nos bastava... Incontaveis vezes conseguiamos nos entender apenas com um olhar... Por incontaveis vezes nos pegamos olhando fixamente um nos olhos do outro, porque era ali que tudo fazia sentido... Por incontaveis vezes choramos juntos ao cogitarmos a possibilidade de uma separação... nem que esta fosse apenas para eu pegar as minhas coisas e voltar de vez para os braços dele.Sim, meus amigos, porque choramos juntos todas as vezes que precisavamos nos despedir... porque choramos juntos todas as vezes que nos viamos afastados pelos 2520km que existem entre BH e Fortaleza... E choravamos porque nada nesse mundo nos traria mais sofrimento do que esse afastamento... Lembro da vozinha dele me dizendo: "irlena, eu não aguentaria ficar longe de você... fica vai... por favor, fica." Nunca poderia descrever o que era para mim ouvir aquilo... o que era para mim cogitar a possibilidade de voltar para minha cidade... choramos e choramos muito aos constatarmos da proximidade deste dia... Nunca imaginamos que a nossa separação seria muito maior do que os 2520km... Ele foi para um outro plano... onde tudo e nada é possivel... Hoje, choramos, e choramos muito, por não termos mais a possibilidade de nos ver nem que fosse pela última vez... Como ele me faz falta..

Wednesday, July 05, 2006

Hoje eu chorei com o caminhão de gás (Tati Bernardi)

A primeira coisa que eu vi quando abri os olhos foi a minha cachorrinha me espiando triste do corredor, eram quatro da manhã e eu já sabia que não iria dormir mais. Meu sono é interrompido de duas em duas horas por um pânico horrível que paralisa meus órgãos e só deixa viva a bile que toma todo o meu corpo e me faz querer vomitar até virar do avesso. Eu arregalo os olhos para o teto, fecho minhas mãos com uma força que quase faz com que minhas unhas cortem minhas palmas e deixo a onda da dor vir, ela me sacode inteira, me joga numa profundidade sem som e me afoga por completo. Abro as janelas porque preciso de ar, mas nunca tem ar para meu pulmão afogado. Coloco o santinho que meu avô me deu no peito e peço a ele: você já morreu por amor, não deixe acontecer o mesmo comigo. Amar dói tanto que você volta a lembrar que existe algo maior, você se lembra de Deus, você se lembra de vida após a morte. Amar dói tanto que você fica humilde e olha de verdade para o mundo, mas ao mesmo tempo fica gigante e sente a dor da humanidade inteira. Amar dói tanto que não dói mais, como toda dor que de tão insuportável produz anestesia própria. Você apela pra todo e qualquer santo, pra cartomante, pra ex-namorado, pra tarólogo, astrólogo, psicólogo, numerólogo, amigo e apela até pra inimigo. Qualquer um, pelo amor de Deus, tire essa dor de mim. Não adianta, não vou dormir mais. Mas vou fazer o que então? Minha cama me lembra você, minha cachorra me lembra você, beber água me lembra você, viver me lembra você. Vou me levantar agora e ir para onde? Tomar banho? Tomar café? Não tenho nenhuma vontade de existência, seja de vaidade ou gula. Só quero ficar deitada, mas ficar deitada também dói. O mundo não tem posição confortável pra mim, aonde vou, essa merda de dor horrível vai junto. Chorar não adianta, eu seco de tanto chorar e não passa. Ver TV, falar ao telefone, dançar, gritar, escrever, abraçar minha mãe, tomar suco de manga… nada adianta. (...) Minha cachorra pede um biscoitinho, aí eu choro porque eu lembro que você adorava dar biscoitinho para ela. Está sol, e eu choro porque você ficava feliz com o sol e você feliz era tão perfeito que eu tinha medo. Aí eu vou escovar meus dentes e choro porque você tirava sarro da minha escova (...). Eu abro o guarda-roupas e choro porque eu não quero ficar bonita, eu não quero dar a volta por cima, eu não quero ficar bem pra você ver que eu estou bem e quem sabe ter saudades. Choro porque acho ridículo os jogos da vida, qualquer coisa é ridícula perto desse amor que é tão simples e óbvio. Quando finalmente eu consigo me arrumar em meio a esse rio de lágrimas, eu choro porque o caminhão do gás passou e aquela musiquinha idiota, mais algumas crianças berrando na quadra lá embaixo e mais dois passarinhos cantando na minha janela, me lembram que a rotina, a alegria e a pureza ainda existem, apesar de você não estar mais aqui. Nada, nada aconteceu para o mundo. E eu me sinto minúscula e sozinha por não ter a cumplicidade da vida lá fora, por não ter um minuto de silêncio pela nossa morte, por ter que sentir tudo isso sozinha, entre escovas de dentes (...) e roupas dobradas e cheirosas. Odeio a ordem de tudo, odeio a funcionalidade de tudo, odeio que a TV ligue, que o telefone toque, que meu estômago peça comida, que japonesas riam fora de hora, que meu carro corra, que a bola quique duas vezes antes (...). (...) Meu lado da frente está quase colando ao de trás, talvez na falta de você eu precise mesmo me juntar mais a mim mesma. Minha mesa está lá, meu lixo está lá, minha cadeira, a menina grande que fala igual a um homem, a gordinha solícita que não pára de me olhar até que eu olhe para ela, sorria e diga bom dia. Está tudo lá, mas você, mais uma vez, não está aqui. Vou para o banheiro e choro, que novidade? Mas dessa vez porque me olho no espelho, e isso também me lembra você. Eu era sua, a sua menina, a sua criança, a sua mulher, a sua escritora predileta, a sua parceira de dar risada de programas estúpidos que passam de madrugada na TV, a sua namorada sensível que tinha medo de vomitar e de amar demais, assim como você. A sua melhor amiga pra sentar num banco de praça e falar mal de todo mundo (...) ou pra cuidar do nosso [cachorrinho] de pelúcia. Eu era a mulher que encaixava a cabeça nas suas costas e sabia que tinha nascido a partir de você, eu era a mulher que esperava sofridamente você voltar mas nunca deixou de te amar mesmo quando você ia. Todo mundo me fala que eu preciso ser minha, inclusive pra ser sua, mas eu não deixo de olhar para o espelho e ver uma metade de gente, uma metade de sonho, de sexo, de alegria e de futuro. Que se foda a auto-ajuda, que se fodam os livros com homens carecas, que se foda o terceiro olho (do cu?) e que se foda a psicologia: eu sou mesmo metade sem você e que se foda! Se antes de você aparecer eu já te amava, eu já te esperava, eu já sabia que você existia, como eu posso não te amar agora que você [teve na minha vida] forma, sorriso, coração e nome?


*Se essa menina tivesse escrito sobre mim, num seria tão acertiva! hehehe

Monday, July 03, 2006

desabafo!

Hoje me sinto tão cansada disso tudo. Queria que isso fosse um pesadelo. Mas se pensarmos bem, podemos seguir a crença de alguns de que a vida é um sonho... Que ótimo! É sinal que essa merda toda vai acabar mesmo. Queria saber o porque disso tudo... muitos dizem que viemos aqui para uma missão... Qual seria a minha? Aguentar caladinha a idiotice de alguns? Ou seria ser alvo da indiferença de outros? Caramba! Será que é tão dificil assim ser amigo dos outros? Deus deu 2 ouvidos e 1 boca... mas nos comportamos como se não tivessemos ouvidos e tivessemos 1 milhão de bocas, e com linguas cheias de veneno!
Egoísmo! Este é o mal do mundo! Somos um bando de egoístas e ainda acreditamos ser grandes coisas! Santa ignorancia!

Saturday, July 01, 2006

Uma noite inesquecível...

Fim do dia na terra do sol.
Mãos entrelaçadas andavam sob o céu estrelado.
Palavras docemente trocadas revelavam segredos.
Emocionada, eu observava aquela praça que outrora fora cenário de minha infância.
Ele deitado sobre meu colo, cerrou os olhos, pensativo.
Num movimento convergente, nossos jovens rostos se encontraram.
Os olhares se cruzaram e nos envolveram deliciosamente numa explosão de amor
Paralisados... As almas conversam silenciosamente
Lágrimas molharam delicadamente minha face
Tudo perde a importância
O tempo passa...
Tudo passa...
E aquelas almas caminham de mãos dadas pela eternidade...

Um dia de Carnaval

Era o fim daquela etapa da coleta de células-tronco. Naquele momento, fomos informados que possivelmente o Anderson teria que voltar a fazer àquele processo, já que o número de células-tronco parecia ter sido insuficiente. Aproveitando que precisaria de uma confirmação da sua volta a Juiz de Fora, o Anderson pediu uma consulta com o Dr. Abraão. Seu objetivo era ter a exata noção de tudo que estava acontecendo. A consulta foi marcada para o dia seguinte às 10h da manhã. Passaríamos mais um dia em Juiz de Fora.Saímos do Hemominas mais uma vez por volta das 19h: cansados e famintos, mas tranqüilos em saber que aquele fora o ultimo dia dessa etapa tão cansativa (pelo menos por enquanto). O Anderson ainda se via livre daquele cateter que tanto o incomodava. Mais uma vez, seguimos a pé nosso caminho até a rua Halfeld. O Anderson parecia animado em sair pela cidade, ver gente e se divertir. Era a primeira vez naquela cidade que nos sentíamos livres para isso, apesar de exaustos. Saímos do hotel em busca de um lugar para jantarmos. A cidade estava toda em clima de carnaval. Estávamos encantados com o que víamos. Adultos e crianças: todos fantasiados para brincar em pleno centro da cidade. Andamos pela cidade, até que encontramos um restaurante cujo orçamento parecia caber no nosso bolso. Estávamos famintos de uma comida saudável e gostosa. Então entramos. Era um restaurante pequeno e aconchegante. À meia luz, os poucos clientes, todos casais, jantavam discretamente. Escolhemos uma mesa, sentamos e fizemos o pedido. O Anderson parecia encantado com a noite que estávamos tendo. Confesso que eu também. Há tempos merecíamos uma noite em que nos comportássemos como um jovem casal de namorados. Estávamos ali. Felizes e livres, não havia mais nenhuma responsabilidade ligada a procedimentos médicos. Éramos apenas um casal apaixonado.
De repente, o Anderson propôs que trocássemos de mesa. Ele queria ficar mais perto da janela para acompanhar o movimento da rua. Avisamos ao garçon e nos dirigimos a uma mesa no canto do restaurante. Ele sentou de modo a observar, encantado, os brincantes de carnaval. Era um jantar digno de cena de romances: nós ali, de mãos dadas, em um restaurante simples, mas charmoso, observando pela janela um bloco passar ao som de antigas marchinhas de carnaval. Sentia-me uma Chiquinha Gonzaga em sua última cena na minissérie. Observava atentamente o Anderson enquanto ele, empolgado, comentava aquela noite e saboreava seu bobó de camarão. Ali, mais uma vez, eu tive certeza: este é o homem da minha vida!Eu estava tão feliz que chaguei comentei: “Eu poderia morrer agora! Eu morreria feliz!” E ele sorriu adoravelmente e me beijou...Terminado o jantar, saímos do restaurante e seguimos andando pelo centro da cidade, conversávamos sobre a magia daquela noite, a saborosa comida, constatando sempre a benção de estarmos juntos. Caminhávamos com as mãos entrelaçadas quando encontramos um trio elétrico em meio à avenida Rio Branco com muitos foliões a sua volta. Paramos por alguns minutos a observar, surpresos pela tranqüilidade que era o carnaval naquela terra. Infelizmente, constando que estávamos atrasados para encontrar a Dani na Stand Up, convidei-o a voltar ao hotel e depois encontrarmos nossa amiga. E voltamos em direção a rua Halfeld.
O Anderson não estava em clima para boate e preferia encontrarmos logo a Dani e avisa-la que estávamos cansados demais para ver o show daquela noite. Então, fomos à boate. A Dani estava logo na entrada, conversamos um pouco e anunciamos nossa retirada estratégica para o hotel. Apesar dos apelas da nossa amiga, estávamos muito cansados e achamos melhor não ficar. Despedimo-nos dela e seguimos. Na volta ao hotel, o Anderson propôs que voltássemos ao trio elétrico na Rio Branco. Ele havia gostado daquela proposta de divertimento: musica, ar livre, pouca gente... Chegando lá ficamos num canto observando as pessoas. Abraçados, dançávamos, conversávamos e namorávamos ao som de muito axé. Apesar de eu não ser muito fã deste ritmo, foi muito divertido. Ao final da festa, caminhamos até o hotel. E mais cansados e felizes do que nunca, dormimos abraçadinhos... Eis uma noite perfeita...

Thursday, June 22, 2006

Afinidade (Artur da Távola)

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente.Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

Wednesday, June 21, 2006

(...)

Há 20 dias um ciclo da minha se fechou de uma forma inesperada.
Acompanhar o Anderson no transplante de medula óssea significava para mim a benção de testemunhar seu renascimento nesta vida.
Desde que decidi entrar nesta "aventura" tinha consciencia do que poderia representar esse procedimento médico cada vez mais comum e necessario. Entretanto, apesar de saber dos riscos, a crença em uma nova oportunidade para o Anderson e a grande oportunidade para uma vida a dois com o homem que tanto amo era muito maior que qualquer outra possibilidade.
Mesmo com tantos contras, o amor me conduziu àquele avião naquele dia chuvoso aqui em Fortaleza.
Sim! Foi o Amor! Este foi o grande responsavel pelo meu embarque a Minas Gerais.
Nenhum argumento do mundo poderia mudar meus passos, mesmo os mais sensatos e lógicos.
Eu seguia a lógica do amor!
Assim, embarquei.
Cheia de Certezas!
Eu tinha tanta certeza da cura dele que minha grande preocupação era saber como faríamos para aguentar mais tempo morando em cidades diferentes.
Nesse aspecto tinha grandes duvidas...
Cheguei a Juiz de Fora cheia de duvidas, certezas, medos, ansiedade...
Tantos sentimentos egoístas, meu deus!
A cura dele era tão certa que nem precisava mais pensar em doença, tratamentos... E sim academias, cursinho, viagens, casamento...
Sabe qual era a minha unica vontade? Vê-lo!
Eu acreditava sentir saudade... hahaha
Santa ignorância!
Logicamente, pela descrição de tantos a respeito do transplante, achei que ia encontra-lo debilitado, isolado...
Eu estava enganada... Muito enganada...
Recém-chegada de uma longa viagem, parti logo para o hospital.
Precisava vê-lo! Vê-lo!
Para minha grata surpresa, em vez de um homem debilitado, encontrei um cara forte, sorridente, tranquilo e bem cabeludo!
Ele parecia feliz com a minha chegada. Parecia também não acreditar!
Conversamos um pouco, colocamos os assuntos em dia.
Tinhamos urgencia... mas o tempo era curto!
Retornei ao hotel ainda mais cheia de certezas!
Pra mim, aquela batalha já estava ganha, restava a nós apenas esperar e decidir os proximos passos.
E como eu estava enganada!
A partir daquele dia, parecia tudo tão fácil!
Que engano, meu deus!
Dia apos dia ao lado dele naquele hospital...
O tempo era curto...
E eu ainda cheia de certezas!
Meu menino indo embora...
E a boba aqui, querendo se enganar, cheia de certezas...
Até que a maquina parou...
piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
E agora?
O tempo acabou!
Certezas?
Só a da minha santa ignorancia!
As certezas são sempre incertas...
Desconfie das suas certezas!
Escolha a vida!
VIVA!
O meu menino se foi...
E eu?
Soterrada pela verdadeira saudade... e pelas minhas certezas...

Monday, June 19, 2006

Ai ai...

Como está sendo dificil aguentar a ausencia de alguem que se revelou tão importante pra mim. É como se a vida tivesse perdido o colorido. Sinto-me tão sozinha agora. Perdi não só um namorado, mas meu grande companheiro, amigo e confidente. A pessoa que me mostrou que eu tinha asas. Que me incentivou a voar sem medo. Ele era talvez a pessoa mais importante de toda a minha existencia. Às vezes fico me perguntando como poderia eu ter tido a benção de desfrutar de uma companhia tão linda. Eu, logo eu. Insignificante, sem graça, sem sal. Cheia de defeitos, de angustias e medos. Eu! Porque vc me escolheu, Anderson? O que eu tinha pra chamar sua atenção? Será que mereci seu amor, sua dedicação?
Parece que continuarei sem respostas...
Só queria saber porque? Porque tanta dor, meu deus? porque uma historia tão bonita e um fim tão triste? Será mesmo que houve um fim? Se não houve, onde ele estará? O que está fazendo? Quando nos veremos? Tá sendo tão dificil, senhor! Tão dificil! O que faço da minha vida agora sem aquele que era minha grande mola mestra? Meu incentivador! Tinhamos tantos planos, tantos! Uma vida inteira pela frente... Que vazio é este que de tão grande se estende a todo este quarto? Que dor é esta que parece mais um punhal cravado no peito? E esse nó na garganta? Tô engasgada! Muito engasgada! Sufocada! Me sinto um peixe na areia quente se debatendo em busca de ar. EU QUERO RESPIRAR! EU PRECISO RESPIRAR!
A saudade e a dor da perda nos paralisa... Estou meio anestesiada... Sem chão... É como diz aquele texto da Tati Bernardi, A ultima, a dor é como uma onda que nos derruda, nos machuca... Me sinto cambaleado pela areia... Tropeçando em mim mesma... Em busca de caminhos...
Estou perdida... Ferida...
Utilizo-me das ultimas palavras escritas pelo meu amado: "Quem me ajudará, ó céus?"

Sunday, June 18, 2006

A última (Tati Bernardi)

Sabe aquele medo horrível que você tem de sofrer? De perder algo que ama muito? De vomitar? De que tudo saia do seu controle? Eu torço pra que isso te aconteça, acredite, é maravilhoso. Se um passarinho azul passar na sua frente e borboletinhas amarelinhas o acompanharem, isso é realmente lindo, não porque você ganha bem, ou porque tem um apartamento cheio de almofadas te esperando, ou porque tem uma pessoa especial ao seu lado te dizendo que eles são lindos. Eles são lindos porque existem simplesmente, igual a você. Eles são lindos porque você está completamente sozinho neste mundo, mas este mundo é maravilhoso, não tenha medo. Não tenha medo de descer até o inferno e queimar como um papel cheio de regras e certezas, queime, vire cinzas, chega de querer controlar a vida, chega de querer amar, existir e desejar pelo seu ego. A vida é muito maior do que você, acredite nela, colabore com ela, tenha fé nela, faça a sua parte, mas em hipótese nenhuma sonhe que você pode simplesmente enfiá-la amassadinha dentro da sua bolsa, ela com certeza vai se vingar de você. Deixe, deixe a onda da dor passar por você, ela pode até te derrubar, te afogar um pouco, te chicotear com o sal, te assustar com tanta grandeza, mistério, profundidade e experiência, mas acredite em mim, você não vai morrer. Você vai se levantar, ainda que a praia inteira ria de você, ainda que a força tenha levado suas roupas e você esteja completamente desprotegido para a vida, nu, entregue, sem dignidade. Ainda assim você vai se levantar e seguir em frente. Acredite no Deus que mora dentro e fora de você, acredite que, para cada vez que você diz “eu odeio”, algo ou alguém vai te odiar. Acredite que, para cada vez que você diz “eu não acredito”, algo ou alguém vai perder a fé em você. Então diga agora, bem alto, para que até aquele seu lado mais surdo e teimoso ouça, “eu amo e acredito em mim e na vida”. Siga nu, quase sem vida, quase sem vontade, sem sono, sem fome, sem desejos, mas siga, o passo que está na sua frente já carrega uma dor menor do que o anterior, aos poucos você deixará para trás essa carga horrível que você mesmo juntou e então poderá voar. Aos poucos cairá tudo e só sobrará você, e você é feliz, sua essência é feliz. Onde estava você, escondido embaixo de tantos sonhos frustrados? Você é real, não tenha medo de apenas ser e ser agora, sua felicidade não está nem no útero e nem no dia perfeito, ela está aqui e agora, o resto você inventou porque ainda não sabia que podia contar com você. A verdade é que você só pode contar com você. Amar de verdade é esquecer um pouquinho de si mesmo, se você já se esqueceu num cantinho como uma criança de rua carente por causa do amor, não se culpe, você só mostrou, ainda que seja difícil mostrar alguma coisa nesse mundo de aparências, falsidades e medos, que você tem coragem para amar, parabéns. Mas chega, se não houve troca, chega, porque amar sozinho é solitário demais, abandono demais, e você está nessa vida para evoluir, mas não para sofrer. Essa criança carente agora precisa dessa mesma coragem para ser amada e ela merece mais do que ninguém, ela é, de verdade, a única coisa que você realmente tem e terá para sempre. Por favor, está na hora de levá-la tomar banho, tomal sol e tomar sopinha de mandioquinha. Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coracão, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.

Wednesday, June 14, 2006

Agora estou sozinha...

Estou vivendo o periodo mais dificil da minha vida. Acabo de perder meu grande amor para a morte. Sei que isso foi inevitavel, que não pude fazer nada pra evitar e que ele sofreria mais se continuasse nas condições em que se encontrava. Mas como conseguir convencer meu coração disso tudo? Como posso conseguir viver sem a pessoa que me ensinou o verdadeiro sentido da vida? Ele simplesmente significava pra mim a personificação do amor verdadeiro, profundo, incondicional. Juntos, lutamos pela vida! Planejamos uma vida juntos, onde não cabia a palavra: separação. Mas olha que resteira o destino nos reservou! Estamos agora separados. Em planos astrais diferentes. Incomunicaveis. Sinto-me tão sozinha agora... Parece que algo foi arrancado de mim. É uma dor indescritivel. Um vazio inimaginavel. O Anderson era a luz da minha vida. A pessoa por quem devotei todo o meu amor. Por quem eu era capaz de tudo. Daria minha vida para ve-lo bem. Porque um amor tão grande não teve a chance de virar uma arvore frondosa? Como convencer meu coração a conviver com esse vazio?
Que dor, santo deus!

Uma Vez Mais (Blanch e Felipe Loeffler)

Voa minha ave
Voa sem parar
Viaja pra longe
Te encontrarei
Em algum lugar
Permaneço em ti
Como sempre foi
Mais perfeito e mais fiel
Mesmo sozinho sei que estás perto de mim
Quando triste olho pro céu
Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
Entre as flores
Anjo meu tão amado anjo
Bem sei que estás
E eu do brando sono hei de acordar
Para os teus olhos ver uma vez mais
O verdadeiro amor espera uma vez mais
Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Quando eu te vi o sonho aconteceu
Quando eu te vi meu mundo amanheceu
Mas você partiu sem mim
E sei que estás em algum jardim
entre as flores.

Monday, May 01, 2006

Ultimo Romance (Rodrigo Amarante)

Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e quanto levou foi pra eu merecer
antes de um mês eu já não sei
e até quem me vê, lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguem dirá
que é tarde demais
que é tao diferente assim
o nosso amor
a gente é quem sabe pequena
Ah vai! Me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola
Eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não servoce me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
E ir onde o vento for
e pra nós dois
sair de casa já é
se aventurar
Ah vai! Me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
pego carona
pra te acompanhar

(...)

"Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhãs e as manhãs,o sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva pra florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz[...]"

She (Elvis Costello)

Ela talvez seja o rosto que não consigo esquecer
Um rastro de prazer ou de arrependimento
Talvez seja meu tesouro ou o preço que
Eu tenho de pagar

Ela
Talvez seja a música que o verão canta
O arrepio que o outono traz
Talvez seja cem coisas diferentes
No decorrer de um dia

Ela
Talvez seja a bela ou a fera
A fome ou o banquete
Talvez transforme cada dia em um paraíso ou em um inferno
Ela talvez seja o espelho de meus sonhos
O sorriso refletido em um rio
Ela talvez não seja o que parece
Dentro de sua concha

Ela
Que sempre parece tão feliz na multidão
Cujos olhos podem ser tão discretos e orgulhosos
Ninguém pode vê-los quando choram

Ela talvez seja o amor que não pode ter esperança dedurar
Talvez venha a mim das sombras do passado
Das quais me lembrarei até o dia em que eu morrer

Ela
Talvez seja a razão pela qual eu sobrevivo
O porquê de eu estar vivo
Aquela que eu protegerei nos anos bons e ruins

Eu
Eu pegarei seu riso
E suas lágrimas
E farei deles minhas recordações
Aonde ela for eu tenho de estar
O sentido da minha vida é ela
Ela, oh, ela









SHE
Elvis Costello
She May be the face I can't forget A trace of pleasure or regret May be my treasure or the price I have to payShe may be the song that summer singsMay be the chill that autumn bringsMay be a hundred different thingsWithin the measure of a day. She May be the beauty or the beastMay be the famine or the feastMay turn each day into a heaven or a hellShe may be the mirror of my dreamsA smile reflected in a streamShe may not be what she may seem Inside her shell She who always seems so happy in a crowdWhose eyes can be so private and so proudNo one's allowed to see them when they cryShe may be the love that cannot hope to lastMay come to me from shadows of the pastThat I'll remember till the day I die SheMay be the reason I surviveThe why and wherefore I'm alive The one I'll care for through the rough and ready yearsMe I'll take her laughter and her tears And make them all my souvenirsFor where she goes I've got to beThe meaning of my life isShe, she, [ohhhhh] she

Monday, April 17, 2006

Eu só queria um namorinho de portão (Tati Bernardi)

Não, você não precisa ter o abdômen do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos naturais que se mexem de leve quando eu corro e desaparecem um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela. Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas. Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar. Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito. Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco? Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado. Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se conhecer porque tenho evitado sair de casa. Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais. Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor. Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum. Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita. Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis. Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana. Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também. Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo. Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente. Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador. Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso? Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer. Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.

Um Amor Puro (Djavan)

"O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro"

Simplesmente Te Amo

"Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidão do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente."
(Autor desconhecido)

Será que você entende?

A gente cresce escutando e aprendendo que há fórmulas para tudo, inclusive para o amor...
Grande bobagem!
O Amor é livre!
Só vive o amor quem se permite ser livre.
Sem algemas...
Quem não se deixa paralisar pelo medo.
Quem arrisca...
O Amor é sublime... único... indissociável... inteligivel...
Eu amo como nunca pensei em amar...
Sou amada como nunca acreditei ser possível...
Por este amor, eu arrisco...
Por este amor, eu luto...
Porque eu amo...
Eu simplesmente amo...
Quem é capaz de entender??
Só quem é capaz de amar...

Sorri (C. Chaplin)

"Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doloridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz"

Um pouco de mim

Meu nome é Irlena, tenho 23 anos e sou natural de Fortaleza - CE. Sou formada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e atualmente faço plenificação na mesma área.

O que posso falar mais?

Eu sou assim... manhã... tarde... noite... Às vezes mais manhã do que noite... Outras mais noite que manhã... E a tarde? Talvez seja isso! Tarde! Nem tão ensolarada como a manhã, nem tão escura como a noite! Não sou alegre tampouco triste... Gosto de sorrir e tenho aprendido chorar... Tenho o semblante sério de quem está ali para analisar, criticar... E estou mesmo! Mas não se assuste! Num mordo não! A crítica e a análise fazem parte da minha vida... Pra mim nada tem sentido se num analisar... Prós e contras... As decisões só são tomadas se bem pensadas! Enquanto isso... Sofro com a insegurança... Viajo nas possibilidades... Sou firme nas decisões...
Mas acima da luz e da escuridão; das críticas e das análises, dos prós e contras, das certezas e incertezas... enfim... apesar dos pesares... eu AMO minha vida, minha família, meu namorado, meus amigos, minha cadelinha... Acho que vim a esse mundo para aprender, nada mais...

Para falar a verdade, ultimamente, tenho feito umas loucuras... Coisas que, pensando racionalmente, dificilmente se entende... Loucuras que só a força do amor é capaz de tornar possível... Porque ele, o Amor, é a grande mola-mestra da vida.

Minha mensagem para vocês limita-se à seguinte frase:
O Amor Cura!

Um Amor Verdadeiro...

Nos últimos meses desta minha breve existência, tenho aprendido um pouco sobre assuntos que até então eram simplesmente alheios a minha pessoa. Um pessoa surgiu na minha vida como um anjo para me mostar o quanto eu era mesquinha diante da vida. Hoje, depois deste grandioso encontro de almas sei o quanto sou uma pessoa abençoada pela vida.
O Anderson, eis o nome deste anjo, entrou na minha vida para ficar. Ele é o meu grande exemplo. É a pessoa mais apaixonada pela vida que eu conheço. Sua história de vida me fascina e me ensina que não importam quantos obstáculos encontre no caminho, nada é mais importante do que viver... Ele me fez perceber que tenho asas e que eu posso voar. Com ele aprendi a dar asas aos meus sonhos... Com ele, eu aprendi a amar e a ser amada de forma incondicional!
Não há dúvidas de que o amor cura! E muitos podem pensar o contrário, mas foi ele que me curou!!!
Obrigada, Meu Amor!