Certa vez, Anderson confessou-me, via e-mail, nutrir uma certa angústia por causa das mazelas do mundo. A gente ainda não se conhecia pessoalmente, mas eu já sabia que ele não entendia porque as pessoas agiam tão friamente diante do sofrimento alheio. Ele, tão marcado pelo proprio sofrimento, às vezes se derretia em lágrimas ao ver um irmão desconhecido doente e jogado nas calçadas como se fosse bicho ferido de morte. Anderson era assim. Compassivo. Solidário. Altruísta. Incapaz fechar-se ao clamor alheio. Eu sabia bem o que falar ao Anderson nesses momentos de crise. Às vezes acho que a bondade dele não era desse mundo. Chegava a ser ingênua. Mas ele não era nenhum bobo também não. Sabia bem se defender. Também não era um ser perfeito e era sim passível de erros. Mas realmente ele era um homem muito bom. Espero poder encontrar outras pessoas como ele nesta vida. Seria muito proveitoso para mim continuar esse aprendizado sobre a bondade e a compaixão. Anderson sempre foi um grande professor. Era transparente. Espero poder repassar o pouco do que aprendi com ele. Acho que ele adoraria isso.
Deus te abençoe, Amorzildo.
Muita saudade. E muito feliz pela realidade nosso amor.
Saturday, April 19, 2008
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment